As Categorias de Têxteis
As grandes categorias de trajes ficaram, até o momento, da seguinte maneira:
Traje civil (que é relativo ao cidadão em geral e que não tem caráter militar nem eclesiástico. Naturalmente, quando não está no exercício da função, o militar e o sacerdote podem trajar roupas civis)
Traje eclesiástico (que se pensou em chamar traje ritual ou ritualístico para que não se ficasse restrito ao rito católico, já que eclesiástico remete imediatamente à igreja e esta poderia ser interpretada apenas como igreja católica, excluindo os ritos, inclusive os pagãos. No entanto, a origem da palavra ofereceu a solução. O Dicionário Aurélio traz a definição de Eclésia: “Na Grécia Antiga, e especialmente em Atenas, a assembléia dos cidadãos” e pouco mais adiante, em eclesiástico, a definição como “substantivo masculino: membro do clero, sacerdote, clérigo,padre”. De forma que as diferentes nomenclaturas poderão ser classificadas aqui. O pai de santo da Umbanda, por exemplo, é um sacerdote dentro do seu rito)
Traje militar (que inicialmente pensou-se incluir na categoria traje profissional, em traje civil. Há uma dinâmica tão intensa a e significativa neste tipo de traje que é melhor mantê-lo separado, tanto pelo aspecto de significado e construção do traje como por ser uma linha de estudo muito ampla)
O traje civil recebeu então as seguintes sub-categorias:
Traje social: a indumentária das atividades sociais.
Traje de cena: a indumentária das artes cênicas. O termo, mais amplo que traje teatral, pode abranger trajes de teatro, dança, circo, mímica e performance (no sentido em que a tratamos aqui)
Traje regional: o traje característico da região. Por exemplo, um traje de gaúcho que é usado para o trabalho cotidiano. Em Portugal, costuma receber o título de traje popular, que no nosso caso achamos um pouco restritivo. Traje popular seria aquele que todo mundo usa, no nosso contexto.
Traje profissional: usado nas atividades profissionais exercidas pelos civis.
Roupa interior – ou íntima. A definição de roupa interior passa por tudo aquilo que vai por dentro ou por baixo do traje externo. Apesar de “íntimo” vir do latim “intimu” e significar “que está muito dentro”, a nossa classificação cotidiana parece restringir o nome às peças que entram em contato com as partes mais íntimas do corpo. Assim, a classificação poderia sugestionar que apenas cuecas, calçolas, ceroulas e outros fossem roupa interior. Mas na verdade há um segmento de trajes que estão envolvidos nesta categoria: as ancas, as anáguas, as crinolinas… Entre a anca e o corpo ainda vai-se colocar uma outra roupa: esta vai ser tão roupa interior como a anca.
Traje dos folguedos: a indumentária usada nas festas, nos divertimentos, nas brincadeiras de caráter popular. Entram aqui os trajes folclóricos ou das festas populares cristãs, afro-brasileiras e ibéricas.




